A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira o pacote de estímulo econômico de US$ 819 bilhões defendido pelo presidente americano, Barack Obama.
O projeto foi aprovado por 244 votos contra 188. Nenhum deputado da oposição republicana votou a favor do pacote e até mesmo 11 democratas votaram contra.
O pacote, que concilia investimentos e cortes de impostos, será submetido ao Senado, onde enfrentará desafios maiores, já que a maioria democrata na casa não é tão expressiva quanto a que o partido desfruta na Câmara dos Representantes.
Revés
O fracasso em conseguir atrair o apoio dos republicanos ao pacote foi um revés para Obama.
O presidente americano passou o dia na Câmara na terça-feira, onde manteve encontros com líderes republicanos.
Os representantes do partido acreditam que o pacote não oferece garantias de criação de empregos e traz excessivos gastos.
Para cooptar os republicanos, o pacote passou até a incluir cortes de impostos mais expressivos.
Pelos termos atuais do plano econômico, contribuintes e empresas receberiam isenção fiscal no valor de US$ 275 bilhões.
Além disso, seriam investidos US$ 540 bilhões em iniciativas diversas, como reparo de pontes, incrementos em benefícios para desempregados, investimentos tecnológicos e reparos em até 10 mil escolas em todo o país.
Mesmo com 177 republicanos tendo votado contra a sua proposta, Obama segue cortejando os representantes do partido.
Na noite desta quarta-feira, ele oferece um coquetel na Casa Branca para o qual foram convidados tanto representantes democratas como da oposição.
Durante a campanha, Barack Obama se comprometeu a ajudar as escolas a premiar os bons professores, colocando mais dinheiro em seu bolso condicionado ao desempenho dos alunos. Serão premiados também aqueles que ajudarem, compartilhando suas experiências, professores mais novos. Haveria também mais recursos para atrair talentos para dar aulas nas regiões mais pobres. Isso significa que a gestão de Obama, nesse aspecto, pode ser útil ao Brasil.
Por ser identificado com a causa negra, Obama sabe que, entre as inúmeras ações que podem ser feitas nas escolas, uma delas é não aceitar o corporativismo, lutando para que os medíocres e relapsos não sejam igualados aos talentosos e esforçados. Por isso, ele também apoiou, em sua campanha, a disseminação de escolas públicas geridas pela comunidade --ou seja, o colégio continua sendo público, mas comandado por instituições sociais, comprometidas com metas.
Pela força dos Estados Unidos e pela capacidade que Obama vai ter de disseminar ideias, essas propostas de inclusão podem ajudar, e muito, os brasileiros que defendem mais transparência e rigor com os gastos educacionais, deixando a educação mais próxima da sociedade e das famílias do que dos governos e dos sindicatos.
Obama só venceu a eleição porque teve uma excelente educação, ao cursar universidades como Columbia e Harvard - ele sabe que a emancipação do pobre em geral e do negro em particular depende que se coloque a educação (e, portanto, o professor) em primeiro lugar.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
Logo depois de chegar aos EUA, em 1969, Cristopher Hammer, hoje com 66 anos, ganhou o apelido de "black jew" (judeu negro). Era assim que os americanos nativos se referiam aos recém chegados imigrantes negros, assim como ele.
Fernando Canzian/Folha Imagem
O casal Jucelin e Cristopher Hammer, de Nova York; ela perdeu US$ 100 mil na Bolsa, ele pretende gastar menos
O "judeu" era uma maneira preconceituosa dos norte-americanos de indicar que Cristopher e outros imigrantes eram conservadores e muitas vezes avarentos em suas decisões financeiras, um resquício dos tempos difíceis que esses imigrantes viveram antes de chegar à América.
Os americanos, ao contrário, estavam acostumados a dívidas e à rolagem das respectivas quando a coisa apertava. Viviam como a cigarra, mas falavam mal das formigas.
"Com o tempo, também virei um grande gastador, e me endividei como muitos norte-americanos. Agora, aquela expressão que tanto me ofendia traz até uma ponta de orgulho. Quero voltar a ser um 'black jew' daqui em diante", disse Cristopher no Washington Mall, no dia da posse do presidente Barack Obama.
Minutos depois, em seu discurso de posse, Obama afirmou que os EUA precisam entrar em um novo momento. Em um espírito que foi interpretado como "Era da Responsabilidade", onde não se deve adiar ou deixar de enfrentar decisões difíceis.
O mais doloroso dos desafios que os EUA têm pela frente é um ajuste profundo a ser feito no endividamento das famílias. Juntos, os norte-americanos devem hoje cerca de US$ 20 trilhões em dívidas imobiliárias, de consumo e outras, como créditos à educação de seus filhos.
Fernando Canzian/Folha Imagem
Laurie Taylor, aeromoça da United Airlines, que comprou quatro imóveis financiados por bancos nos últimos anos
O valor é uma enormidade: se dividida igualmente entre cada um dos 300 milhões de norte-americanos, levando em conta até os bebezinhos que não sabem nem andar (quanto mais usar um cartão de crédito), a dívida é de US$ 66.600 per capita (R$ 154 mil por cabeça).
Não é à toa que os EUA cresceram tanto nos últimos cinco anos, impulsionados pela concessão irresponsável de crédito por parte dos bancos. Também não admira que esses mesmos bancos agora quebrem em efeito dominó e precisem de ajuda estatal para continuar de pé. As garantias que eles exigiam nas concessões de empréstimos, e o rigor na avaliação dos tomadores, eram totalmente frouxos.
Vinda de Detroit para a posse, a aeromoça da United Airlines Laurie Taylor também diz não ter "nenhum centavo de poupança e um monte de dívidas". Ela é também um exemplo acabado de como a "bolha" imobiliária inflou até explodir.
Endividada "até o pescoço", Laurie comprou quatro imóveis entre 2004 e 2008. Pelo primeiro, tomou um financiamento de US$ 150 mil. Hoje, com o estouro da "bolha", ele vale US$ 20 mil. Pelo último, comprado em 2008, também financiado, pagou US$ 20 mil (há quatro anos, valia US$ 150 mil).
"Agora não sei o que fazer. Não encontro pessoas dispostas a alugar duas das casas, que estão vazias e pendentes de pagamento para os bancos", diz.
É lógico que não podiam acabar bem histórias como a de Laurie, já que não parece razoável que uma simples aeromoça, em um mercado que vem capengando há anos, como o da aviação comercial, tenha encontrado bancos suficientemente impetuosos para lhe fornecer não apenas um, mas quatro financiamentos para comprar quatro imóveis diferentes.
O problema da "Era da Responsabilidade" financeira de Obama é que, seguida à risca, ela tenderá a deprimir ainda mais a atividade econômica, alimentando o ciclo vicioso de menos consumo e crédito, mais desemprego e menos consumo que se instalou na maior economia do mundo.
Talvez seja apenas coincidência, mas a Bolsa de Nova York teve ontem a maior queda da história em um dia de posse presidencial nos EUA. Caiu 4%.
Fernando Canzian/Folha Imagem
Americano prega cartaz com os dizeres "Prendam Bush" durante tarde de protestos contra o ex-presidente
Na posse de Obama, Washington viveu seu grande dia de "Roma moderna". Um tanto decadente, é verdade. Mas a multidão que foi saudar Barack Obama com entusiasmo e os interminaveis desfiles que o pobre presidente suportou não diferiam do que vemos nos filmes de época dos grandes imperadores e reis.
A posse de Obama só mostrou mais uma vez que o espírito humano não muda. É ingênuo e crédulo por natureza em qualquer "salvador da pátria" que se apresente com um verniz mais brilhante e cercado de boas intenções.
OK, Obama é jovem, sereno e inteligente --e substitui Bush, o que já é grande coisa. É também o primeiro negro a ocupar o cargo, e isso merece comemoração, especialmente da maioria negra (foi essa a impressão) que foi ao Washington Mall homenagea-lo.
Mas quando as expectativas são tão imensas, a decepção pode ser ainda maior.
*Fernando Canzian, 42, é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Ganhou um Prêmio Esso em 2006.Escreve às segundas-feiras.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou por telefone com o presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, e disse a ele que Pretória tem um papel importante na resolução da crise política no Zimbábue, informou a Casa Branca na quarta-feira.
"O presidente Obama enfatizou a importância da liderança sul-africana como democracia forte e vibrante na África. Os dois líderes discutiram suas preocupações com a situação no Zimbábue", informou o comunicado da Casa Branca.
"O presidente notou que a África do Sul tem um papel crucial para ajudar a encontrar uma solução para a crise política no Zimbábue".
A economia zimbabuana está em ruínas com uma megainflação. Além disso, uma epidemia de cólera matou quase 2.900 pessoas desde agosto.
As negociações de divisão de poder entre o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e Morgan Tsvangirai, líder do principal partido de oposição, estão empacadas.
O Departamento de Estado norte-americano disse na segunda-feira que a secretária de Estado, Hillary Clinton, está preocupada com a recusa de Mugabe em acertar um acordo e quer que a África do Sul, que tem o maior poder econômico e diplomático local, o pressione mais. (Reuters)
Você certamente já ouviu que alguns hábitos saudáveis ou não podem refletir em nossa saúde no futuro. Tanto é verdade que uma pesquisa recentemente publicada no Public Library of Science Medicine, afirma que simples mudanças no cotidiano podem refletir em até 14 anos a mais de vida em uma pessoa que tem o hábito de fazer exercícios físicos regularmente, não beber álcool com freqüência, seguir uma alimentação balanceada e não fumar.
Para aquelas mulheres que se preocupam em estar sempre com a aparência jovem, a dermatologista Bianca Geraldini, do Emagrecentro (RJ), explica que o envelhecimento é um processo natural, cujo resultado pode ser atenuado com hábitos saudáveis, alimentação adequada, exercícios físicos e acompanhamento médico constante. "Por isso é importante adotar um estilo de vida saudável para vivermos mais e melhor", alerta a nutricionista Manuela Dolinsky (RJ).
Com o passar da idade e à medida que aumentamos a ingestão de álcool, cigarro e comida industrializada, que não dormimos bem e não praticamos atividade física regularmente, aumentamos a possibilidade do estresse oxidativo de nossas células, o que está diretamente relacionado com o envelhecimento. Afinal de contas, quanto mais idade uma pessoa tem, mais radicais livres são encontrados em seu organismo. "Portanto, enquanto temos um organismo jovem, devemos tentar prolongar ao máximo essa situação com hábitos saudáveis", destaca a dermatologista Marise Barbosa, da clínica Demobarra (RJ).
Vale lembrar que os hábitos saudáveis englobam não só cuidados com o corpo, mas também com a mente. "Portanto, relaxe e procure fazer coisas que lhe tragam prazer", aconselha a nutricionista Fernanda Patara, da Bionatus, de São José do Rio Preto (SP). Veja a seguir, como alguns hábitos influenciam na sua vida.
Fazer exercícios regularmente Dentre os benefícios comprovados, estão: menor risco de doenças cardiovasculares e obesidade, regulação do funcionamento intestinal, melhor qualidade do sono e aumento da sensação de bem-estar e bom humor. "Isso sem mencionar que a prática de atividades física ajuda a obter músculos, fortalecer articulações e ossos, além de elevar a auto-estima", lembra o personal trainer Guto Vianna, da academia Fórum Exere Fitness (RJ).
A prática deve começar cedo, ainda na infância, para que se torne um hábito. Mas, se você começar a malhar hoje, não pense que de um dia para o outro você já perceberá os resultados. "Eles são notados geralmente a longo prazo, pois as alterações anatômicas que surgem no corpo e mente são lentas, mas muitas vezes irreversíveis", esclarece a reumatologista e fisiatra Sylvana Braga (SP). "Os benefícios também podem ser sentidos na pele, pois a utilização do oxigênio por meio dos exercícios aeróbicos favorece a nutrição dérmica e a produção de hormônio de crescimento e outras substâncias antienvelhecimento que retardam o ritmo em que a pele sofre as modificações do tempo", ressalta a dermatologista Bianca Geraldini (RJ). A prática de atividade física é saudável para o corpo e mente. Portanto, procure um exercício que goste para que sua prática não se torne uma tortura. Respeite os limites do seu corpo e siga sempre as orientações de um educador físico habilitado.
Não segurar a vontade de ir ao banheiro A curto prazo, reter a urina aumenta o risco de uma infecção urinária baixa, mais conhecida como cistite. A médio e longo prazo, com a repetição da doença, o quadro pode evoluir para infecção urinária alta, acometendo os rins. "Devemos também ressaltar a ingestão adequada de líquidos e a prática de não reter a urina como prevenção contra a formação de cálculos renais, que pode acontecer a médio e longo prazo", explica o ginecologista Rogério Ciarcia Ramires, coordenador do setor de Ginecologia Diagnóstica do FEMME Laboratório da Mulher (SP).
Tentar não ficar muito tempo na mesma posição "Pessoas que se movimentam pouco durante o dia correm o risco de desenvolver varizes. Esse costume também acaba gerando uma dificuldade na circulação das pernas, criando inchaços, dores articulares, formigamentos e uma sensação de peso", alerta o personal trainner Guto Vianna (RJ). "Usar meias elásticas auxiliam nos sintomas como dor, peso e cansaço das pernas, mas devem ser prescritas por médicos, angiologistas ou cirurgiões vasculares, uma vez que há tipos e compressões diferenciadas conforme cada caso", explica o angiologista Ivanésio Merlo, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular ¿ Sucursal Rio de Janeiro.
Ingerir bastante água Nosso corpo é formado, em sua maioria, por água, e por isso mesmo devemos consumir pelo menos 1,5 litro para a reposição hídrica diária. Além de hidratar a pele e purificar o organismo, esse líquido é fundamental para regular a temperatura corporal, auxiliar na digestão e absorção de nutrientes, transportar micronutrientes pelo organismo e proporcionar o bom funcionamento dos órgãos. Devemos adequar a quantidade de água ingerida de acordo com as necessidades individuais, considerando sexo, idade, atividades cotidianas e exercícios físicos.
"A curto prazo, é possível sentir a melhora no funcionamento do sistema urinário, eliminando impurezas e proporcionando maior disposição na prática das atividades diárias, já que a desidratação aumenta a sensação de cansaço. A médio prazo, percebe-se uma melhora da pele, cabelo, mucosas e o bom funcionamento do intestino. Já a longo prazo, o hábito de beber água previne cálculo renal e ressecamento das mucosas, causados pela falta de água no organismo", esclarece a nutricionista Fernanda Patara (SP).
Cortar o cigarro "Fumar destrói a vitamina C, que mantém as fibras de colágeno presas à pele e, por sua vez, esta presa ao tecido adiposo subjacente. Além disso, aumenta os radicais livres do organismo, contribuindo para o aparecimento de rugas e aspecto acinzentado da cútis", explica a dermatologista Bianca Geraldini (RJ). O fumo também amarela os dentes, deixa com um hálito desagradável e provoca um maior risco de doenças graves como enfisema pulmonar e câncer.
Dormir bem Durante o sono, renovamos nossas células, inclusive as do cérebro - processo fundamental para a nossa disposição física e mental, memória e saúde. Noites maldormidas e insônia podem, a longo prazo, tornar o indivíduo letárgico, irritado, pouco criativo, desanimado, com baixo rendimento no trabalho e nas atividades cotidianas. E, para evitar esses sintomas, não adianta só dar uma dormidinha. É necessário descansar em média oito horas todas as noites para ocorrer o equilíbrio da produção de cortisol (hormônio envolvido na resposta do organismo ao estresse). Ou seja, dormir bem significa uma mente mais tranqüila, um organismo equilibrado, uma pele menos oleosa e com menos chances de aparecerem cravos e espinhas.
Ter uma alimentação saudável O consumo de frutas, verduras, folhas verdes, carnes magras, peixes, ovos, cereais integrais e lacticínios desnatados reflete em mais energia sobre as células e melhor funcionamento do metabolismo celular, além de contribuir para manter os órgãos vitais como fígado, cérebro, coração, intestino e pulmão funcionando em ritmo ideal. "Os hábitos alimentares são criados na infância. Por isso, é crucial cuidarmos da alimentação das crianças, apresentar pratos diferentes e permitir o reconhecimento de cada grupo de alimentos", explica a nutricionista Manuela Dolinsky (RJ).
O consumo de alimentos antioxidantes, que combatem os radicais livres - responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele -, também é fator importante para um envelhecimento saudável. "Dentre eles estão os ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola; os ricos em vitamina E, como grãos integrais e sementes; e os ricos em carotenos, alimentos amarelos, laranjas e vermelhos", ensina a nutricionista Fernanda Patara (SP).
Usar protetor solar todos os dias Cada vez mais, estudos científicos mostram os danos causados à pele pelo excesso de sol. Por isso mesmo, a dermatologista Bruna Bravo (RJ) alerta sobre os benefícios do uso de filtro solar. "A curto prazo, ele evita a vermelhidão, ardência e a descamação da pele exposta ao sol. A médio prazo, garante uma cútis mais hidratada, homogênea, com brilho e com menos rugas finas. Já a longo prazo, diminui as manchas escuras e rugas profundas da tez fotodanificada", comenta a médica.
Evitar beber muito nos finais de semana As mulheres que abusam das bebidas alcóolicas apresentam pele mais seca e desidratada, porque o álcool aumenta a diurese, ou seja, a eliminação de água através da urina. "Além disso, há uma diminuição da atividade dos mecanismos protetores da pele, predispondo-a ao ataque microbiano e a formação de radicais livres", alerta a Dra. Bianca Geraldini (RJ). O excesso de bebida no fim de semana é quase como um alcoolismo semanal e traz, a longo prazo, as mesmas repercussões que a ingestão diária de álcool: cirrose, hepatite alcoólica e varizes de esôfago.
Em sua primeira semana como presidente endereço, Barack Obama discute como o Plano americano de Recuperação e Reinvestimento ajudará no arranque da economia.
Há pessoas que envelhecem mais rapidamente. Por outro lado, há aqueles para quem o tempo parece não pesar. Mas qual será a fonte da juventude? Estudo realizado por especialistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, encontrou uma das respostas: o modo como o idoso se vê é fundamental para o rejuvenescimento. A pesquisa, feita com 516 homens e mulheres americanos, com mais de 70 anos de idade, durante seis anos, indicou que eles tendem a se sentir, em média, 13 anos mais novos do que realmente são.
A psicóloga Márcia Fraga Sampaio, que desenvolve um projeto para terceira idade no Hospital Memorial, acredita que se sentir mais jovem do que se é tem o seu lado positivo. Mas defende que o primeiro passo para uma velhice mais saudável é a aceitação da idade cronológica. "Essa é uma atitude positiva diante do envelhecer: manter a auto-estima aceitando a idade real. Sentir-se jovem é ter jovialidade e alegria de viver", enfatiza.
Esse é o caso de Iraci Casaes que, aos 77 anos, cursa a Universidade Aberta da Terceira Idade, na UERJ, e está sempre aberta a novos projetos, em especial os ligados ao teatro. "Não escondo minha idade, tenho orgulho de estar atuando nesta fase. Sou vaidosa e procuro me arrumar sempre", destaca. Para ela, essa é a fórmula da juventude.
Já os parceiros de dança de salão Claudionor Sanchas, 63 anos, e Rosita Naidim, 75, garantem sentir-se 15 anos mais jovens com a dança. "Minha mente é jovem e meu corpo acompanha. Ajudo na cozinha, nado e ainda arrumo tempo para os bailes. Você ainda duvida que eu tenho só 48?", brinca.
Otimismo e exercícios leves A expectativa de vida no País, que era de 67 anos em 1991, aumentou para 72,5 anos em 2007, segundo o IBGE - uma diferença de 5 anos e meio. O médico Luiz Eduardo Sampaio acredita que os indicadores sociais estejam relacionados à evolução da medicina e à conquista do saneamento básico em algumas regiões do País.
Mas, além disso, destaca o especialista, para muitos idosos a capacidade da mente de encarar melhor a velhice também ajuda a curar doenças e promover a longevidades. "Está comprovado que o aspecto psicológico pode ser decisivo para impedir evolução de doenças."
No livro A Fonte da Juventude o autor mineiro João de Freitas Pereira destaca que o modo saudável de vida não significa fazer esforço excessivo nem se submeter a uma rotina cheia de sofrimento, mas sim se conhecer melhor, respeitar seu próprio corpo e seus limites. E, sobretudo, deixar o pessimismo de lado.
Especialistas afirmam que não há apenas um segredo para se sentir mais jovem, mas num aspecto concordam: atividade física moderada, que inclua exercícios como alongamento ou hidroginástica, são fundamentais para melhorar a saúde nesta etapa da vida.
Sinta-se mais jovem - Aceite os limites do seu corpo - Coma frutas e legumes - Descubra alguma habilidade e a pratique - Informe-se sobre novos tratamentos - Faça exercícios físicos moderados - Faça sexo - Procure se socializar em grupos de atividades para a terceira idade - Seja um pouco vaidoso - Use protetor solar
O Obâmetro, compilou mais de 500 promessas de campanha de Obama e está catalogando-as sob “cumpridas”, “em andamento”, “solução de compromisso”, “nenhuma ação”, “paralisadas” e “quebradas”.
Em discurso na George Mason Universidade, Presidente Obama explica como pretende fazer a recuperação americana, o plano de trabalho e o reinvestimento.
Leia a íntegra do discurso de Obama, em português, e perceba o quanto a Nação é unida em prol de uma recuperação.
Meus caros concidadãos
Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.
Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais.
Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos.
Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.
Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país - um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.
Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América - eles serão resolvidos.
Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.
Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.
Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito - para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas - alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.
Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.
Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.
Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis - esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América.
Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir - não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.Os passos da posse
MEMÓRIA
Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles - que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas - gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia - porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.
Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle - e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.
Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.
Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.
Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.
Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.
Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade - saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.
Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.
Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento - um momento que definirá uma geração - é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.
Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.
Esse é o preço e a promessa da cidadania.
Essa é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.
Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo - a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.
Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:
"Que seja dito ao mundo futuro... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".
A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.
O Comitê de Apropriações da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira (21) um pacote de US$ 358 bilhões para gastos do governo do novo presidente, Barack Obama, o primeiro teste para a aprovação de um plano de estímulo econômico de cerca de US$ 800 bilhões previsto pelo governo do democrata.
O comitê, que controla projeto de leis de gastos públicos, aprovou, por 35 votos a 22, parte do plano maior que Obama defende como essencial para resgatar o crescimento econômico do país, que está em recessão desde 2007.
"Estou seguro que nenhum de nós está feliz com o custo, mas tem que ser comparado com o tamanho do problema", afirmou o chefe do Comitê, David Obey. "Nós enfrentamos o colapso econômico mais perigoso desde os anos 30 [Grande Depressão]", afirmou, citado pelo jornal espanhol "El Pais".
O Comitê de Procedimentos (para questões fiscais e de comércio) e o comitê de Energia e Comércio devem votar nesta quinta-feira as partes que lhes cabe do plano de estímulo de Obama.
A aprovação de parte do plano foi vista como o primeiro teste bem sucedido de Obama entre os republicanos, que se disseram receptivos ao pedido de Obama por "unidade de propósito". Contudo, eles criticaram as iniciativas de gastos do plano democrata e pediram uma reunião com o presidente para discutir planos de cortes tarifários.
Segundo funcionários do Congresso, a reunião está marcada para a próxima semana. O líder dos republicanos na comissão, Jerry Lewis, questionou se o pacote de Obama fomenta a criação de empregos e o estímulo econômico "ou simplesmente amplia o tamanho do governo".
"Não ponho em dúvida a urgência do pacote, questiono as prioridades e seu preço", disse, também citado pelo "El Pais".
As manobras do governo mostram também que Obama está disposto a cumprir sua promessa de trabalhar desde o primeiro dia e que, para aprovar o pacote, incentivará o bipartidarismo de seu governo.
Obama já tem acesso a US$ 350 bilhões para ajudar as instituições financeiras afetadas pelo colapso do mercado e estender os empréstimos aos consumidores e pequenos negócios. O dinheiro é a segunda parte do pacote de resgate de US$ 700 bilhões proposto no governo do ex-presidente George W. Bush, que pediu a aprovação da segunda parte no Congresso atendendo ao pedido de Obama.
Desde que foi eleito presidente, em parte pela grave crise econômica e a imagem de que era o mais apto a resolvê-la, Obama coordena esforços para aprovar o pacote de sua equipe para ter ao menos US$ 825 bilhhttp://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u493053.shtmlões para investir em cortes de impostos e criação de empregos.
Timothy Geithner, nomeado por Obama para a secretaria de Tesouro, afirmou aos senadores que o país precisa do pacote para solucionar a crise. "O custo desta crise será maior se nós não agirmos com força suficiente agora. Em uma crise desta magnitude, o mais prudente é o mais forte".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prestou juramento pela segunda vez na quarta-feira na Casa Branca porque uma palavra estava fora da sequência correta quando ele foi empossado na terça-feira.
O chefe de Justiça John Roberts ministrou o juramento ao presidente em frente a jornalistas, na Sala de Mapas da Casa Branca. A Casa Branca informou em um comunicado que o juramento foi feito pela segunda vez por "excesso de zelo".
"Acreditamos que o juramento ao cargo foi ministrado efetivamente e que o presidente jurou de maneira apropriada ontem", declarou o conselheiro jurídico da Casa Branca, Greg Craig. "Mas o juramento aparece na Constituição e, para sermos mais cuidadosos, porque uma palavra estava fora da seqüência, o presidente da Suprema Corte de Justiça, John Roberts, ministrou o juramento uma segunda vez", explicou.
Barack Obama foi induzido ao erro pelo presidente da Corte Suprema, John Roberts, que se enganou ao declamar o texto previsto pela Constituição dos Estados Unidos. "Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir as funções de presidente dos Estados Unidos fielmente e, na medida do possível, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos".
Porém, Robert cometeu um pequeno deslize ao falar "fielmente" depois de "presidente dos Estados Unidos". Obama parou de falar durante alguns segundos, antes de Roberts repetir o trecho da frase, errando novamente. O novo presidente teve então de acatar o erro cometido duas vezes pelo presidente da Corte Suprema.
Juízes responsáveis por julgamentos militares na base americana de Guantánamo, em Cuba, confirmaram nesta quarta-feira a suspensão por 120 dias das audiências dos processos contra seis réus mantidos na prisão - cinco deles acusados de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Os juízes acataram a solicitação do novo presidente americano, Barack Obama, que havia ordenado que os promotores pedissem a paralisação de todos os processos militares contra réus de Guantánamo.
Entre os réus cujas audiências foram suspensas está Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser um dos principais responsáveis por planejar os ataques do 11 de Setembro.
A suspensão dos julgamentos militares em Guantánamo foi interpretada como o mais claro sinal de que Obama pretende cumprir sua promessa de campanha de fechar a prisão, alvo de críticas de ativistas de direitos humanos.
No entanto, o novo governo americano ainda precisará determinar quais prisioneiros serão libertados e quais deverão continuar a ser processados.
Revisão
A suspensão dos processos permitirá ao novo governo rever os casos dos réus que estão sendo julgados na base e os procedimentos e normas adotados na prisão.
Além do julgamento dos cinco acusados de envolvimento no 11 de Setembro, o processo contra Omar Khadr - um canadense acusado de matar um soldado dos Estados Unidos no Afeganistão em 2002 - também foi paralisado.
A base de Guantánamo abriga, no momento, 248 prisioneiros e alguns dos réus - incluindo Khalid Sheikh Mohammed - se manifestaram contra a paralisação dos processos.
Um dia depois de assumir o cargo de presidente, Obama realiza nesta quarta-feira uma série de reuniões com seus assessores econômicos e militares.
A expectativa é de que o presidente discuta o futuro das operações militares americanas no Iraque e no Afeganistão e detalhes de um pacote de ajuda econômica de US$ 825 bilhões.
Na campanha presidencial, Obama prometeu tirar as tropas americanas do Iraque em 16 meses e reforçar as operações no Afeganistão.
Mais de 140 mil soldados americanos ainda estão estacionados no Iraque.
Gabinete
Em outra medida tomada nas suas primeiras horas como presidente, Obama decidiu paralisar a implementação de medidas tomadas pelo ex-presidente George W. Bush nos seus dias finais no poder.
Trata-se de um procedimento comum quando um novo presidente assume o poder nos Estados Unidos.
O chefe de gabinete de Obama, Rahm Emanuel, determinou que todas as agências e departamentos do governo não implementem novas normas regulatórias até que eles passem por uma revisão.
Grande parte dos membros do governo de Obama já foi empossada, mas algumas figuras-chave ainda precisam passar por sabatinas no Senado ou debates para a confirmação no cargo.
O Senado americano, que tradicionalmente aprova com rapidez os membros de novos governos, confirmou nesta terça-feira seis nomes indicados por Barack Obama, incluindo a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e o secretário de Energia, Steven Chu.
No entanto, a aprovação da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado foi adiada depois que um senador republicano solicitou um debate sobre as doações feitas por estrangeiros à fundação de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.
O debate seria realizado nesta quarta-feira, e a confirmação do nome de Hillary no cargo era esperada após a conclusão das deliberações.
Timothy Geithner, nomeado para o cargo de chefe do Departamento do Tesouro, também foi submetido nesta quarta-feira a uma sabatina no Senado e teve que explicar por que deixou de pagar alguns impostos quando trabalhava para o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Outros membros do gabinete de Obama que ainda precisam ser confirmados pelo Senado são Eric Holder, indicado para a pasta da Justiça, e Tom Daschle, para a Saúde.
O discurso de posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, trouxe algumas importantes indicações sobre o modo como ele pretende administrar a política externa americana, o que, ao que tudo indica, será diferente da era Bush.
Em meio à retórica altiva e aos pedidos para que os americanos enfrentem os desafios que estão por vir, há uma quantidade significativa de política externa neste discurso de posse.
Obama deu ênfase à liderança americana no mundo, mas de um modo diferente da liderança pregada pelo governo de George W. Bush.
Ele disse que o poder militar não pode garantir sozinho a segurança dos EUA, assim como não pode permitir que o país aja da maneira como quiser.
Obama afirmou que este poder tem de crescer por meio de seu “uso prudente” e ressaltou a importância da força do exemplo americano.
Estão aí todos os elementos do chamado “smart power” (poder inteligente), um amálgama de poderio militar, diplomacia e ferramentas políticas e culturais que deve ser visto com mais freqüência nos próximos anos.
Novas abordagens
O poder militar, no entanto, não está sendo abandonado totalmente. Obama também falou de maneira enfática que os Estados Unidos estão em guerra “contra uma grande rede de violência e ódio”.
No entanto, nós provavelmente iremos ouvir muito menos o célebre lema “guerra global contra o terror”, muito usado na era Bush e que, segundo especialistas, mostra uma visão distorcida da abordagem norte-americana no mundo.
Obama também falou sobre a busca de uma nova maneira de lidar com o mundo muçulmano.
Ele ressaltou um desejo de relacionamento com regimes que se opõem aos Estados Unidos. Para eles, afirmou: “Nós estenderemos uma mão, se vocês abrirem as suas antes”.
Há ainda alguns indícios de que este será um governo que procurará reunir diferentes partes do espectro político.
Sua referência à maneira com que os americanos usam energia – ameaçando o planeta ao mesmo tempo em que fortalece governos adversários – revela as ligações entre o pensamento de segurança tradicional e as novas ameaças ao planeta como um todo.
O novo presidente dos EUA, Barack Obama, profere discurso de posse.
Quando era apenas o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama levou sua família ao Memorial de Lincoln, em Washington, para olhar a inscrição que exibe o trecho de um dos mais memoráveis discursos de posse da história dos Estados Unidos.
Pensando no discurso que seu pai faria nesta terça-feira, Malia - a filha de dez anos de idade de Obama - virou-se para ele e disse: "Primeiro presidente afro-americano. É melhor que seja bom".
Barack Obama sempre foi bom com palavras, e isso foi uma das coisas que o definiram como candidato. Então, as expectativas estavam altas.
Pelo momento histórico pelo qual passam os Estados Unidos, o tom do discurso de terça-feira foi prático e melancólico.
Obama fez uma crítica sóbria aos problemas de seu país: uma economia enfraquecida, o que - segundo ele - é "conseqüência de ganância e irresponsabilidade" e "uma falha coletiva em se fazer escolhas difíceis".
Casas perdidas, negócios fechando, escolas ruins. A imagem que Obama pintou em seu discurso foi a de um país com um espírito quebrado, com falta de propósitos e sofrendo de "uma confiança enfraquecida".
"Empreendedores"
Mas o homem que fez da palavra esperança um mantra de sua campanha à Presidência começou então a traçar um mapa do caminho dos Estados Unidos para fora deste tempo sombrio.
Ele colocou sua fé nos "empreendedores", mostrando um contraste subliminar com os financistas que ajudaram a iniciar a atual crise econômica.
Estes trabalhadores, segundo Obama, seriam o verdadeiro espírito dos Estados Unidos, e carregam o mesmo potencial que sempre tiveram, o de levar prosperidade para o país.
O novo presidente afirmou que essa força de trabalho vai reconstruir a infra-estrutura comercial e industrial do país, mas não citou a menos majestosa logística para isso: um pacote de US$ 825 bilhões que ele quer que o Congresso aprove (e rápido).
Serão os contribuintes americanos que farão com que os Estados Unidos comecem a se mover – pelo menos inicialmente – se Obama conseguir seguir esse caminho.
O centro do discurso, no entanto, foi um apelo por uma "nova era de responsabilidade", em que os americanos abracem as tarefas que têm para com o seu país e o mundo.
Este foi um aviso de que os anos que virão pedirão trabalho duro e sacrifícios. Obama parece acreditar que essas duas coisas ajudarão a renovar o senso de identidade dos Estados Unidos.
Política externa
O novo presidente também usou o discurso para definir seu ponto de vista sobre o resto do mundo, afirmando que os Estados Unidos não podem mais tolerar "a indiferença ao sofrimento fora de suas fronteiras", nem podem continuar a "consumir as reservas do mundo sem considerar os efeitos disso".
Estas foram declarações corajosas, que devem voltar para assombrá-lo quando seu governo começar a lidar com crises humanas internacionais e com o desafio das mudanças climáticas.
Quando falou sobre o poder militar americano, Obama temperou seu discurso com palavras como "prudência", "humildade" e "moderação".
Mas é sempre bom nos lembrarmos de que, antes, George W. Bush havia prometido uma política externa "humilde".
Frases impactantes
Obama fez apenas referências breves a sua raça.
Já no final de seu discurso, ele afirmou que seu pai não seria atendido em um restaurante nos Estados Unidos há menos de 60 anos por ser negro, e que agora o filho deste homem pode ser o presidente do país.
Obama sempre tentou evitar ser definido por sua raça, e ele preferiria que seu tempo na Presidência dos Estados Unidos fosse lembrado por suas realizações e não apenas por quem ele é.
Será que o discurso feito por Obama passaria pelo crivo de sua filha Malia, então?
Deveria. O discurso pareceu ser ideal para o momento atual, refletindo uma nação sob pressão, mas com potencial para se recuperar, e oferecendo inspiração para um povo cansado.
Mas houve alguma frase impactante, como a do discurso de Kennedy ("não pergunte o que o país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país") ou de Franklin Delano Roosevelt ("a única coisa que devemos temer é o próprio medo")?
Bem, talvez ainda seja cedo para dizer.
Mas o discurso de Obama será julgado pelos historiadores de acordo com a proximidade que tiver com seu governo.
Se o discurso realmente refletir o seu tempo no cargo, então talvez nos próximos anos nós estaremos ouvindo clipes de Obama dizendo "o mundo mudou, e nós precisamos mudar com ele" ou "uma nação não pode prosperar quando favorece apenas os prósperos".
E, talvez, estes clipes não sejam reproduzidos apenas porque foram proferidos pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai tratar da economia do país e das guerras do Iraque e do Afeganistão em seu primeiro dia como líder americano.
Obama, que tomou posse como o 44º presidente americano na terça-feira, se reunirá nesta quarta-feira com seus principais assessores econômicos e comandantes militares dos Estados Unidos.
Durante a reunião com os comandantes das forças militares, o presidente americano deverá pedir sugestões de estratégias de retirada das forças dos Estados Unidos do Iraque.
Durante a campanha presidencial, Obama frisou que queria retirar os soldados americanos do Golfo, mas que pretendia fazê-lo da forma mais cuidadosa possível.
Uma das primeiras medidas de Obama na terça-feira foi suspender todas as ordens pendentes que o governo Bush tentou aprovar nos últimos dias do mandato.
A orientação de Obama foi dada pouco depois que o novo presidente tomou posse, em um memorando assinado pelo novo chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel.
Equipe
Obama também estará empenhado, nos próximos dias, em concluir a formação de sua equipe de governo.
Vários nomes têm que ser submetidos ao Senado, que tende a agir com rapidez para aprovar o gabinete indicado pelo presidente americano.
Na terça-feira, o Senado aprovou seis membros do governo indicado por Obama, inclusive Janet Napolitano como secretária de Segurança Interna, e Steven Chu, como Secretário para Energia.
Nesta quarta-feira, Timothy Geithner, o indicado para a secretaria do Tesouro, deve ser confirmado pelo Senado.
Geither provavelmente terá de explicar o porquê de ele ter deixado de pagar impostos no passado, quando ainda trabalhava para o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Nesta quarta-feira, também está prevista a aprovação do nome da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado.
A sua confirmação no cargo foi adiada após um senador republicano ter pedido um debate a respeito das doações feitas ao marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton, que poderiam constituir conflito de interesses.
A votação deverá se dar pouco após o encerramento do debate a respeito do tema.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que ''a transparência e o respeito à lei serão os marcos'' de sua Presidência e assinou suas primeiras ordens executivas, que contêm medidas nesse sentido.
Entre as medidas que o novo presidente dos Estados Unidos anunciou como emblemáticas do que chamou de ''nova era'' em Washington estão uma maior abertura ao comunicar as decisões do governo e a imposição de limites às atividades de lobistas.
Segundo Obama, as medidas "marcam o começo de uma nova era de transparência" os Estados Unidos. "Espero que façam algo para tornar este governo mais confiável para o povo americano nos dias, semanas, meses e anos que virão", disse.
O novo presidente americano anunciou também o congelamento dos salários de representantes do alto escalão de sua administração.
A imprensa americana disse que a decisão deverá ter impacto aqueles que ganham mais de US$ 100 mil anuais, como o chefe de gabinete, o assessor de Segurança Nacional e o porta-voz.
De acordo com o presidente, o congelamento é necessário, uma vez que a crise econômica está fazendo com que famílias americanas ''apertem os cintos''.
E ele acrescentou que o momento exige que os servidores públicos mostrem seu comprometimento com as boas práticas administrativas.
Sem segredos
De acordo com o presidente, ''por muito tempo houve segredos demais nessa cidade (Washington)''.
Para ele, só porque o governo dos Estados Unidos tem a prerrogativa legal de impedir que determinadas informações sejam divulgadas, isso não significa que seja sempre necessário fazer uso disso.
Obama afirmou que os limites estabelecidos por ele às atividades de lobistas em sua gestão serão os mais rígidos já adotados por um presidente dos Estados Unidos.
Funcionários do governo Obama estão proibidos, por exemplo, de aceitar presentes e doações oferecidos por lobistas.
O presidente disse também que representantes do governo federal terão de se comprometer por escrito com os novos procedimentos éticos estabelecidos por ele.
O presidente Americano, Barack Obama (dir.), faz pronunciamento ao lado de seu vice, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington. Obama apresentou a nova equipe de governo que será responsável por tirar o país da crise financeira global. O democrata assinou um documento que definiu normas éticas para os comandados e disse que "o governo precisa ser exemplar"
O presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou a nova equipe de governo que será responsável por tirar o país da crise financeira global. O líder americano assinou uma documento que definiu normas éticas para os comandados e disse que "o governo precisa ser exemplar".
A seguir, o vice-presidente, Joe Biden, conduziu o juramento da nova equipe. Após a leitura do texto, Obama cumprimentou os secretários e diretores que iniciam o trabalho na Casa Branca.
Obama disse que "transparência e respeito às leis serão as marcas da presidência". Durante toda a campanha para chegar à Casa Branca, o presidente americano condenou o envolvimento de políticos na troca de favores com a iniciativa privada.
Para Obama, o seu mandato inicia "uma nova era de abertura" do país. "Houve segredos demais nesta cidade durante muito tempo", afirmou.
Salários congelados Obama também anunciou o "congelamento dos salários" de seus principais funcionários na Casa Branca.
"Neste momento de dificuldades econômicas, as famílias americanas são obrigadas a apertar os cintos, e é o que Washington deveria fazer também", declarou Obama em discurso pronunciado ante os membros de sua administração no Executive Office Building, a dois passos da Casa Branca.
"É por isso que decreto o congelamento dos salários de meus principais assessores na Casa Branca", prosseguiu.
"Algumas das pessoas que estão aqui serão diretamente afetados pela medida, e quero que saibam que agradeço a boa vontade delas", acrescentou.
O então pré-candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, ao lado de sua mulher, Michelle e suas filhas Malia (à esq.) e Sacha, cumprimenta partidários depois de vencer primárias no Estado de Iowa.
O então candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, arruma flor colocada na orelha da filha Malia durante passeio em praia do Havaí.
Barack Obama e sua irmã, Maya Soetoro-Ng, atiram cinzas da sua avó materna, Madelyn Dunham, no mar do Havaí.
05.jan.2009/Reuters
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, a mulher, Michelle, e as filhas, Sasha (à esq.) e Malia, se preparam para o primeiro dia de aula das meninas, após mudança para Washington.
Gerald Herbert-01.jan.2009/AP
O presidente eleito, Barack Obama, acena ao embarcar de Honolulu, no Havaí, rumo a Chicago, seu berço eleitoral, ao lado da mulher, Michelle.
Barack Obama, presidente eleito dos EUA, abraça a filha mais velha, Malia, na entrada para o zoológico de Honolulu, no Havaí, onde a família passou férias antes da posse.
Lawrence Jackson-26.dez.2008/AP
Barack Obama, em férias no Havaí, abraça a filha Sasha enquanto faz pedido em sorveteria.