sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Crônica do ovo - Luis Fernando Verissimo


















Eu adoro comer ovo frito! Não o faço muito, mas quando sinto vontade, como com pão francês - do jeitinho que eu comia quando criança.
Luis Fernando Verissimo é o meu cronista favorito. Ele consegue exibir em palavras, a delícia de comer um ovo.


"Ovo"

(Luis Fernando Verissimo)

Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram. Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.

Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar uma mosca.

Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia ao ovo frito. Dizem que a única coisa melhor do que ovo frito é sexo. A comparação é difícil. Não existe nada no sexo comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi comida, esperando o momento de prazer supremo quando o garfo romperá a fina membrana que a separa do êxtase e ela se desmanchará, sim, se desmanchará, e o líquido quente e viscoso escorrerá e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado, sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada. O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil. E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus, os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo. Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei, eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Luis Fernando Verissimo


Um dos meus posts do Multiply:

"Como fritar um ovo sem quebrar a gema":

Pode parecer uma maneira muito detalhada, mas, fazendo-a umas 2 ou 3 vezes você ficará prático.

Ingredientes:
_Ovos
_Azeite ou margarina
_Sal

Modo de Preparo:
Coloque 1 colher de sopa (rasa) de azeite ou margarina, numa frigideira pequena e anti-aderente. Espere esquentar, enquanto isso, quebre o ovo numa tijela pequenina. Despeje-o com cuidado e duma vez, na frigideira, em fogo moderado. Tampe e espere 1 minuto mais ou menos para cozê-lo e fritá-lo ao mesmo tempo. Destampe e coloque uma pitada de sal com moderação.
Com uma espátula (preferência de silicone), vá desgrudando as bordas do ovo com cuidado, até que todo ele esteja solto. Cuidado para não queimar.

Acompanhamento:
_Pão
_Folhas de alface ou endívia
_Um acebolado feito rapidamente na mesma frigideira.



Nota: Evite comer mais que dois ovos por dia e não coma mais que três por semana!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Meme - "Eu tenho um Blog de Elite!"







Este é o selo do meme “Eu tenho um Blog de Elite”, idealizado pelo blog PutsGrilo. De acordo com o idealizador existe até o direito a uma espécie de prêmio em ‘cash’, vencerá o blog que receber mais indicações. O regulamento pode ser visto Aqui

"O mundo é uma aldeia" foi indicado pelo querido Helio Jenné.


Meus indicados:

She's Like The Wind
Gazetteando
Lady Bug Brazil
Natureza Poética
Aline Multiply

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Stomp - Kitchen

Este vídeo do Stomp é uma loucura!
Grupo que eu adoro!

Teste da Pré-Escola!












TESTE DA PRÉ-ESCOLA
Para qual lado o ônibus abaixo está indo?
Para a esquerda ou para a direita?



Não consegue descobrir?
Olhe para a foto atentamente de novo.

Ainda não sabe?

Essa pergunta foi feita a crianças de pré-escolas dos EUA com essa mesma foto.
90% delas deram essa resposta.
"Ônibus está indo para a esquerda."

Quando perguntadas, "Porque você acha que o ônibus está indo para a esquerda?"

Elas responderam:

"Porque você não pode ver a porta pra entrar no ônibus."

Como você se sente agora???

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Digitalização do Cenáculo, de Da Vinci

Este é o backup da "Última Ceia" de Leonardo Da Vinci.









Veja Também:
Post Relacionado!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

"Abandono" - Arte de Quimas






















S. Quimas
Abandonment
Oil on Canvas
40x50 cm

Esta e outras obras você pode encontrar no link:
Obras de Quimas!


S. Quimas:
Artista plástico, designer, escritor, poeta, e amante de filosofia, ciências. Lí­der de um movimento que procura ajudar crianças portadoras de doenças raras, o Movimento Mundial de Apoio e Informação à Famí­lia de Crianças Portadoras de Doenças Raras: Nossas Crianças Especiais http://special.lightanddreams.com
Outro movimento que lidero é o Armas da Paz, onde buscamos divulgar e realizar ações voltadas ao tema da Paz.
http://armasdapaz.multiply.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Nick Ellis - Novos nerds!

No vídeo, o Nick Ellis, do Digital Drops. Um site de tecnologia, que eu leio todos os dias, gosto muito e subscrevo.
Foi uma matéria do Jornal da Band, sobre os novos nerds. Segundo o Nick a entrevista não está inteira.
Eu achei muito bacana ver o Nick na TV.


terça-feira, 20 de novembro de 2007

Equation Bookshelf






















Organize suas coisas por ordem de importancia! (…),[…] e {…}
Este design é do Estúdio Breder.


Lu Terceiro

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

NEP!

















Eu sempre achei a melodia deste hino, simplesmente maravilhosa!

Nep de Jundiaí:






Hino à Bandeira:


Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amados,
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


domingo, 18 de novembro de 2007

Adote uma cartinha neste Natal!


















Você pode tornar o natal de uma criança mais feliz. São mais ou menos 17 milhões de cartinhas de crianças todo o ano. Os pedidos são os mais diversos; criança que pede um panetone, uma blusa de frio para a avó, etc.
É simples, vá até uma agência do correio até o dia 20 de Dezembro e pegue uma cartinha. O próprio correio se encarregará de entregar o presente.
Você pode se informar pessoalmente ou pelo fone 08005700100.
É muito gostoso fazer pessoas felizes, principalmente crianças!


Correios

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mais um design de xícara.
Eu adoro xícaras!
















Rodrigo Barba

Mais um design!

Mais um design de xícara.
Eu adoro xícaras!
Esta é do Juanico, em porcelana branca. A asa da xícara é uma orelha.


Você pode adquiri-la aqui!


















Dica do Rodrigo!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Meme do Professor Vaz!

Esta é a continuidade do Meme do Professor Vaz.

Uma hora: 9:00 h.
Um astro: Saturno.
Um móvel: Chaise long.
Um líquido: Suco de uva.
Uma pedra preciosa: Topázio.
Uma árvore: Carvalho ou Baobá.
Uma flor: Gérbera.
Um animal: Borboleta.
Uma cor: Rosa.
Uma música: O Bolero de Ravel.
Um livro: O Morro dos Ventos Uivantes.
Comida: Lasanha.
Um lugar: Nürnberg (alemanha).
Um verbo: Amar.
Uma expressão: "Devagar se vai ao longe".
Um mês: Janeiro.
Um número: 9
Um instrumento musical: Cello.
Uma estação do ano: Verão.
Um filme: A lista de Schindler.


Por coincidência fiz um post parecido ontem, no Multiply. Para continuar a brincadeira, convido mais blogueiros. Tomarei a liberdade de convidar mais de cinco, porque é um tema gostoso e fácil.

Meus convidados são:

-Ana Paula;

-Marcio Gazetta;

-Débora Rocha;

-Pedrita;

-Jean Carlo;

-Bruna Bonn.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Limão - novo espaço colaborativo do Estadão!







Agora você tem um novo espaço na web. Pertence ao Grupo Estado - Limão - um espaço virtual com ferramentas de última geração que permite que o internauta construa seu próprio site colaborativo, estoque um número ilimitado de fotos, músicas e vídeos. Para cadastrar-se você precisa deixar o email e esperar um convite do site.
Confira:
www.limao.com.br

domingo, 11 de novembro de 2007

"Vi a menina dos meus sonhos no metrô"!















Patrick Moberg, um rapaz de 21 anos nascido no estado do Tennessee, avistou uma morena na linha 5 do Metrô de Nova York e se apaixonou por ela.
Bom, a paixão à primeira vista, fez com que Patrick criasse um site para encontrar a tal morena.
Ele esboçou um desenho da garota com muitos detalhes do encontro. Também escreveu a frase: "Vi a menina dos meus sonhos no metrô".
Muito romântico!

Via:
Terra

sábado, 10 de novembro de 2007

Yoko Ono – Uma Retrospectiva












"Nos últimos 50 anos, Yoko Ono é uma das poucas mulheres com proeminência no meio artístico experimental e vanguardista dentro do contexto internacional. Seu trabalho questiona o conceito e os objetivos da arte e derruba as barreiras tradicionais entre as várias demonstrações artísticas. A exposição apresenta elementos básicos decisivos na sua carreira, tão ampla e diversificada. Por um lado, trabalhos de instrução, que insinuam ou questionam certos princípios conceituais ocultos na obra de arte. De outro, há os trabalhos narrativos baseados na objetividade, expressando a visão crítica de Yoko Ono. Organização do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Oslo. Curadoria de Gunnar B. Kvaran, Grete Arbu e Hanne Beate Ueland."

A exposição com 150 obras está no Espaço Cultural Banco do Brasil:
Local:Subsolo, térreo, 1,2,3 andares;
Data: De 10 de novembro a 3 de fevereiro de 2008
Preço: Entrada Franca


Espaço Cultural Banco do Brasil

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Kim Phuc - Prêmio Pulitzer!





Prêmio Pulitzer.

Click de Nick Ut.








Esta foto sempre me sensibilizou, desde os tempos em que a Time vinha repleta de reportagens e fotos, cobrindo a guerra do Vietnã.
Foi em 8 de junho de 1972, a menina Kim Phuc estava num templo com sua família, quando este foi bombardeado pelo napalm.
Abaixo, a história de John Plummer, o Capitão do Exército do Vietnã, que ordenou o ataque.


Via:
Gazetteando
A família


(Narração de John Plummer)
Eu estava na sala lendo um livro com a televisão ligada baixinho. Era uma noite cálida e agradável de verão em 1996, e eu estava contente por ter uns momentos de sossego sozinho.

Subitamente apareceu na tela uma foto, uma imagem que há anos me perseguia. Por mais que eu a visse, a dor sempre voltava. Como eu poderia ser perdoado? Como poderia sequer falar da minha participação nisso? Uma menininha vietnamita correndo na direção da filmadora com os braços estendidos, gritando histericamente de dor por causa das terríveis queimaduras de bomba napalm.

Esta foto vencedora do prêmio Pulitzer comovera milhões de pessoas, mas doía ainda mais a mim particularmente, pois eu era o responsável pela agonia que ela sentira.

Inclinei-me para a frente e aumentei o volume. O repórter revelava que a menina, Phan Thi Kim Phuc, casara-se e estava morando em Toronto.

Ela está viva, pensei agradecido.

Meus pensamentos retrocederam ao ano de 1972, quando eu era um capitão do exército americano no Vietnã. Estava encarregado da equipe aérea G3 do Terceiro Batalhão Regional de Auxílio (TRAC), e planejava os alvos B-52, fazia a rota e coordenava o apoio prestado aos bombardeiros pelas equipes em terra. Se um batalhão tivesse problemas eu é quem tinha que suprir apoio no ar, e rápido.

Aquela primavera, da minha posição na cabine de comando eu falava ao rádio com um consultor americano para um batalhão no sul do Vietnã que queria invadir a cidadezinha de Trang Bang. "Precisamos de ajuda", ele disse gravemente. Os vietcongues estavam escondidos em trincheiras perto deles. Deu-me as coordenadas para o alvo.

Após estudar o mapa fiquei perplexo. "Fica bem na periferia do vilarejo", eu disse. "E os civis?"

"Lá não têm civis", ele respondeu. "Saíram todos. Foram retirados."

Eu sabia que a melhor munição para o inimigo entricheirado era napalm e bombas altamente explosivas. Já que o alvo estava perto de nossas tropas, eu queria atacar da forma mais exata possível. Localizei uma unidade aérea vietnamita no sul com aviões A-37 e A-1E.

Mas ainda me preocupava. Para ter plena certeza busquei confirmação do quartel-general perguntando qual a situação dos civis na região. Fui informado de que todos tinham se retirado.

Dei o OK e mais ou menos cinco minutos depois o consultor avisava: "Na mosca. Nossas tropas de terra estão entrando".
Uma missão rotineira, pensei. Eu já fizera isso dezenas de vezes.

Três dias depois fui para o refeitório e retirei da pilha à porta um exemplar do The Stars and Stripes, o jornal militar. Peguei minha comida, meu café, sentei-me e abri o jornal. Dei de cara com uma foto estarrecedora. Uma menina de nove anos correndo do fogo. O artigo dizia que ela ficou queimada devido a um ataque aéreo contra o vilarejo de Trang Bang.

O ataque que eu ordenara.

Minha mão tremia e o café quente espirrou na mesa. Por um momento eu nem consegui respirar. Um rapaz à mesa ficou me encarando sem entender, e eu murmurei: "Foi o ataque aéreo que eu aprovei".

Foi a primeira e única vez que mencionei esse incidente quando estava no Vietnã. Ninguém me questionou e tentei esquecer. Mas o sentimento de culpa - a terrível angústia aumentava. Não fui procurar um capelão porque há muito já desistira de igreja. Quando voltei aos EUA parecia que essa foto estava em todos os cantos - revistas, jornais, na televisão. Eu não conseguia afastar isso de mim.

Depois que fui dispensado em 1974, a minha vida era de uma infelicidade desesperadora. Na tentativa de apagar minhas lembranças dolorosas eu bebia demais. Dois casamentos acabaram em divórcio. Deficiente emocionalmente, eu não conseguia me abrir com ninguém.

Aí num encontro marcado na véspera de Ano Novo com alguém que eu nem sabia quem era, conheci Joanne. Ela era uma cristã convicta e juntos começamos a freqüentar a igreja da minha infância no município de Hoke, na Carolina do Norte. Casamo-nos lá. Eu adorava Joanne, mas sua franqueza e generosidade com outros me deixavam sem jeito.

Ela estava sempre fazendo algo por alguém, muitas vezes com prejuízo para si própria. Eu não entendia onde ela obtinha a energia e o amor que tinha.

No final da década de 80 tornei-me um executivo de uma grande companhia contratada pelo ministério da defesa para fazer armamentos e fomos transferidos para o norte do estado da Virginia, onde encontramos uma igreja em Vienna. Lá vi as pessoas realmente fazendo o que pregavam. Num retiro um fim de semana comecei a chorar ao perceber como estava longe de ser o que Deus queria que eu fosse. Em novembro de 1990 entreguei minha vida a Cristo, e pela primeira vez entendi o verdadeiro significado da graça divina. Fui perdoado, e ainda sentia muito remorso e dor pelo sofrimento daquela menininha.

À medida que fui crescendo na fé senti o Senhor me chamando para pregar. Com o apoio de Joanne fiz seminário e vim para Purcellville como pastor da Igreja Metodista Unida Betânia.

Foi ali na minha sala que vi novamente a foto que me perseguia. Pela primeira vez ouvi falar sobre a menina. Depois de recuperar-se das queimaduras, Kim Phuc foi utilizada pelos comunistas como meio de propaganda, apesar dela não querer. Foi enviada a Cuba para estudar farmácia, e lá apaixonou-se por um outro estudante vietnamita. O casal ganhou uma viagem a Moscou de presente de casamento e foram passar a lua de mel lá. Na volta, quando o avião estava reabastecendo na Terra Nova, eles pediram asilo político. Moravam agora em Toronto com seu filhinho.

A emoção tomou conta de mim. Eu queria muito procurá-la, mas tinha medo. Não conseguia imaginar que ela fosse querer ver o homem que tinha lhe causado tanto sofrimento.
Várias semanas depois, numa reunião da Associação de Pilotos de Helicóptero no Vietnã que ocorreu na Califórnia, conheci Linh Duy Vo, um poeta vietnamita. Linh conhecia Kim Phuc e Nick Ut, o fotógrafo que tirou a famosa foto.

Fiquei sabendo que em Trang Bang, na época, Kim Phuc e sua família estavam dentro de um templo quando o vilarejo foi bombardeado. Fugiram para a rua, onde ela foi queimada pelo napalm. Nick Ut correu com ela para o hospital, onde não deram esperança dela sobreviver. Ficou hospitalizada por um ano e dois meses. O queixo fundira-se ao peito, e o braço esquerdo estava grudado na costela. Um cirurgião plástico americano a operou e ajudou-a a recomeçar a vida.

Depois que voltei para Virginia, Linh entrou em contato comigo e disse que contara a Kim Phuc sobre mim. Ele disse que ela era cristã e achava que devíamos nos ver. Mas eu quis fugir da possibilidade, pois era doloroso e amedrontante demais.

Depois fiquei sabendo que ela compareceria às cerimônias no Dia dos Veteranos no Vietnam Veterans Memorial em Washington, capital do país. Eu já planejara estar na Parede. Era como se o Senhor estivesse arquitetando o nosso encontro.

Na segunda-feira do dia 11 de novembro de 1996, eu estava presente no local do memorial de granito preto encerado. Havia vários outros veteranos comigo, dando-me apoio emocional. Esperamos a manhã inteira e nem sinal de Kim Phuc.

Subitamente ouviu-se uma comoção no meio do público e vi repórteres e fotógrafos rodeando uma vietnamita baixinha que estava sendo levada ao palco dos preletores.
Um senhor apresentou Kim, explicando que dois membros de sua família haviam morrido naquele dia em Trang Bang. Oh Deus, tenha misericórdia, pedi. Comecei a tremer e a soluçar descontroladamente. Meus colegas colocaram os braços no meu ombro. Kim então falou: "Se eu pudesse conversar cara a cara com o piloto que jogou as bombas eu lhe diria que não podemos mudar a História, mas que deveríamos tentar fazer coisas boas no presente e no futuro de modo a promovermos a paz".

Com as mãos trêmulas escrevi um bilhete: "Preciso falar com você por um momento", e entreguei a um guarda do parque para passar para ela. Só que a essa altura a cerimônia terminara e Kim saiu acompanhada. Fiquei muito triste, pois nunca mais a veria.

Um amigo então correu dizendo: "Vou levá-lo até ela". Abrindo caminho por entre a multidão ele me levou até Kim Phuc, que estava para entrar numa viatura policial. Alguém lhe disse que eu estava lá. Ela virou-se e olhou-me nos olhos. Com o rosto cheio de compaixão ela abriu os braços e enterrei-me em seu peito soluçando. "Sinto muito. Sinto muito mesmo. Eu não queria ter machucado você".

— Eu te perdôo. Eu te perdôo. - ela disse abraçando-me. Em um instante o remorso desapareceu e o fardo foi retirado das minhas costas.

Fui convidado a acompanhá-la até o hotel onde estava hospedada. Lá conversamos por muito tempo, e eu não parava de pensar que era incrível estar diante de Kim Phuc. Por 24 anos eu fugira da dor que lhe causara, e agora Deus finalmente nos colocara juntos. Por fim senti paz em relação ao meu passado.

No final da visita demo-nos as mãos e oramos, sentados num sofá no saguão do hotel. Agora continuo impressionado com o poder do amor de Deus. Quando eu nem conseguia me perdoar, Deus ajudou-me a receber o perdão da pessoa cujo perdão eu mais precisava.




smo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.
Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a “Fundação Kim Phuc”, dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

http://www.gazetta.com.br/blog/fotografias-que-fizeram-historia-parte-0313/
>Gazetteando

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

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Tenho aqui uma lista de lugares onde você pode encontrar livros antigos ou usados. Se como eu, você gosta de um livro antigo, irá se divertir! A dica é do Circuito Integrado.

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Circuito Integrado

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Google - Mais uma carta na manga!

A Microsoft adquiriu 1,6% de participação no capital do Facebook, por US$ 240 milhões. Ultrapassando a oferta do google.

Então...

O Google criou o OpenSocial, uma plataforma aberta de desenvolvimento de ferramentas para redes sociais. O que surpreendeu é que os recursos poderão ser usadas por vários sites, que formaram uma espécie de aliança.
No clã, sete redes sociais: Orkut, MySpace, LinkedIn, hi5, Friendster, Plaxo e Ning irão compartilhar funções, desenvolvidas por qualquer programador.
Teremos muitas opções de aplicações para usarmos em nosso perfil do Orkut. Acredito que outras redes sociais se juntarão aos clã dos sete.

Cuidado com os ralos das piscinas!

















Sempre fiquei atenta aos ralos das piscinas. Já ouvi algumas histórias reais e tristes de crianças presas nos ralos, pela sucção. Eu estava nas minhas andanças pelos blogs, quando no Querido Leitor, li sobre a menina Flávia. Tenho duas filhas, fiquei imediatamente comovida. É também uma história de alerta, não só para as crianças, mas para adultos. Um ralo com o sistema de sucção superdimensionado é extremamente perigoso. Abaixo, um trecho do Blog que a mãe de Flávia criou para ela.

"Este Blog é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há 9 anos, por causa de um acidente quando ela teve seus cabelos sugados pelo ralo da piscina do prédio onde morávamos no bairro de Moema – Zona Sul de S.Paulo. Flavia estava com 10 anos. O sistema de sucção da piscina, estava ligado e superdimensionado, o que mais tarde seria provado pelo Laudo Técnico emitido por perito designado pela 8ª.Vara Cível do Foro Central da Capital – Comarca de São Paulo, devido aos processos que abri contra o condomínio do prédio onde morávamos, - Condomínio Edifício Jardim da Juriti, contra a empresa fabricante do ralo." (Introdução do Blog em 01 de janeiro de 2007)

Leia mais no blog:
Flávia Vivendo em Coma...

sábado, 3 de novembro de 2007

SAGAZone - Para maiores de 50!








Esta é uma nova comunidade para pessoas com mais de 50 anos. Aqui você pode criar facilmente uma nova rede social de amigos.
Confira no link:

SAGAZone

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Paulo Tatit - Criança não trabalha

É uma graciosa composição do Arnaldo Antunes e Paulo Tatit.




Criança Não Trabalha

Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit

Lápis, caderno, chiclete, peão
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria,
Tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar,
Pula sela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia,
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca,
Botão. pega-pega, papel papelão

Criança não trabalha
Criança dá trabalho
Criança não trabalha

1, 2 feijão com arroza
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

João-de-Barro alimenta Chupim que ficou preso nos fios.















Na tarde de quarta-feira, um João de Barro tenta salvar um chupim que ficou preso num poste da rede elétrica, em Porto Alegre.
O Chupim não conseguiu sobreviver.
O mais provável é que o Chupim seja filho do Jõao de Barro. Os Chupins vão até os ninhos dos outros pássaros, chupam os ovos e deixam os seus lá. Sem perceber, o pássaro do ninho no qual o Chupim deixou os ovos, não percebendo os choca.


O Globo