terça-feira, 22 de abril de 2008

Cérebro "burro" é o principal fator de estresse.



"Cérebro 'burro' é o principal fator de estresse".

(Nuno Cobra)






















Concordo plenamente com o neurocientista americano Robert M. Sapolsky que ao pesquisar babuínos na África, durante dez anos, concluiu que antecipar problemas causa estresse e destrói neurônios.

A solução para o problema é estar justamente com a cabeça onde o corpo está. Os animais por serem irracionais, fazem justamente isso. Como diz Sapolsky que as ‘zebras só se estressam no momento certo’, ou seja, na frente do leão e não antes de o leão aparecer. Quando se livram do leão o estresse acaba.

Há três décadas levanto duas bandeiras.

1ª) O homem deveria ter mais responsabilidade para não levar a vida tão a serio, uma vez que essa, no fundo, não tem nada de sério e concreto. Isso evidentemente não significa que as pessoas não devam trabalhar direito e nem terem horário, pois o trabalho em si é um grande momento de paz, como este agora escrevendo este texto.

2ª) A segunda bandeira parecia numa visão superficial ainda mais maluca. Eu dizia que era ‘proibido’ pensar; brincava até com um ditado que minha mãe costumava usar. Quando na adolescência ela me pegava acabrunhado e pensativo dizia: “De pensar morreu um burro”.

Esse pensar tão prejudicial à saúde é o estopim inicial de terríveis doenças. Não me refiro ao pensar concreto do momento, planejando, estudando e aprendendo, enfim... ocupado na solução real de um problema, mas me refiro ao pensamento improdutivo, aquele pensamento completamente sem sentido, uma vez que não ajuda em nada na solução de um problema.

Significado real da preocupação

Como o próprio nome diz, a preocupação é uma ocupação mental muito antes do real acontecimento, não tendo nenhuma utilidade.

Devemos sim em face de um problema que iremos ter, daqui seis ou sete dias por exemplo, buscar se ocupar de algumas ações que possam nos preparar melhor para o dia do acontecimento. Ou seja, fazer um relatório, organizar documentos e uma série de atitudes concretas que irão realmente ajudar no dia do ‘combate’ ou do compromisso.

Se não há nada para fazer de concreto, não tem nenhum sentido lógico e inteligente ficar pensando e preocupado. O resultado será perda de tempo e consumo energético da ocupação dos seus neurônios, com algo que você não tem controle e nem sabe ao certo se irá realmente ocorrer e como irá ocorrer. Esse fato além de tudo, trará sérios problemas para a sua saúde.

A falta de domínio sobre sua mente, deixando que ela tome posse de você e não você dela, é o que nos impede de atingirmos os tão falados 120 anos de idade do mamífero que somos. O indivíduo preocupado vai aos poucos se matando.

Cérebro ‘burro’

Quando você passa a ocupar sua mente com algo que não esta ocorrendo, você aciona um mecanismo que é um verdadeiro desastre orgânico. Deixei muito claro no meu livro que o cérebro é 'burro', mas ele é muito mais 'burro' que a gente possa supor. Uma vez que quando você está pensando no combate – entrevista, reunião, concurso, apresentação, palestra – que irá travar na quinta feira da outra semana, o seu cérebro não sabe que você está só pensando; ele tem certeza que você está se lançando em pleno combate e necessita de todas suas forças.

Então o cérebro fabrica hormônios - os mais potentes - para que você tenha o melhor desempenho. Entre esses hormônios lançados pelo cérebro, temos o famoso cortisol um hormônio que, juntamente com outros, aciona mecanismos para que nós possamos render o máximo, foi ele justamente o elemento responsável por nós estarmos hoje vivos.

Esses hormônios acionados pelo cérebro, não havendo nenhum objetivo de ação para esse monumental combate, passam a correr sedentos pela corrente circulatória, destruindo neurônios.

Mas voltando agora ao pensamento antecipatório. Na verdade você não está em nenhum combate, está apenas sentado numa poltrona, numa cadeira, com o pé encostado numa parede, pensando, pensando... se ‘matando’

A cabeça e o corpo

Não podemos deixar de exercitar sempre aquela premissa básica que tanto falo, leve sempre a sua cabeça junto com o seu corpo. E use sua mente apenas dentro do momento físico em que você se encontra. Vigie sua mente, sempre, para que ela não saia por aí, buscando problemas que ainda não existem e até podem nunca existir. Se preocupe com os problemas na hora dos problemas, até porque antes, não ajuda em nada. Leve a vida leve. Ocupe-se com o momento presente, fique mais com você. E isso ajudará demais a sua saúde. Sua cabeça tem de estar onde seu corpo está.

domingo, 13 de abril de 2008

Reciclagem que vira objetos de decoração!

Este é um lindo trabalho da britânica Magie Hollingworth. Com o uso de papéis que iriam para o lixo, ela consegue criar esculturas e vasos. São verdadeiras réplicas de objetos de uso cotidiano que acabam virando lindos artefatos de decoração.










































Confira aqui!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Brinde Grátis!

Quer ganhar um adesivo grátis da Minas Editora? É o adesivo: "Eu amo ler".
Acesse aqui!

Goethe


"Antes do compromisso..."

Antes do compromisso,
há hesitação, a oportunidade de recusar,
uma ineficácia permanente.
Em todo ato de iniciativa (e de criação)
há uma verdade elementar
cujo desconhecimento destrói muitas idéias
e planos esplêndidos.
No momento em que nos comprometemos de fato, a
Providência também age.
Ocorre toda espécie de coisas para nos ajudar,
coisas de outro modo nunca ocorreriam.
Toda uma cadeia de eventos emana da decisão,
fazendo vir em nosso favor todo tipo
de encontros, de incidentes
e de apoio material imprevistos, que ninguém
poderia sonhar que surgiriam em seu caminho.
Começa tudo o que possa fazer,
ou que sonhas poder fazer
A ousadia traz em si o gênio, o poder e a magia.

Goethe.

domingo, 6 de abril de 2008

O doce vermelho das beterrabas.














"O doce vermelho das beterrabas."
João Batista Ferreira

Meus dentes estão vermelhos das beterrabas que acabei de comer. Gosto de comê-las todas as manhãs, na hora do café.
- Nosso vizinho vai soltar mais um balão negro - meu irmão vem avisar, correndo.
Todas as manhãs, acontece assim: meu irmão fica observando o vizinho e avisa quando ele solta seus balões. Algumas pessoas estranham, meu irmão adora.
Minha irmã está na mesa, comigo. Perdeu o sono. Contou carneirinhos a noite toda.
- Carneirinhos? - pergunto, desinteressado.
- É. Contei quase trinta mil.
- E adormeceu?
- Não. Amanheceu - ela tenta sorrir. O olhar escuro de quem ficou muito tempo acordada.
- Eram todos tão brancos - diz, acompanhando uma formiga perdida na toalha da mesa.
Mastigo outra beterraba. Mais doce do que a anterior.
Meu irmão grita da janela.
Nosso pai geme no seu quarto. Ficou assim desde que foi assaltado na rua. Encostaram uma faca no pescoço dele. Não sai da cama faz três dias. Descobriu que pode morrer, imagino. Sempre acompanhou com interesse a morte de familiares e conhecidos. Ou então é a saudade de nossa mãe que bateu de novo.
Nossa mãe morou nesta casa. Ela foi embora há quatro anos. Um dia ficou muito nervosa e arrancou os cabelos. Não gritou, como disseram os vizinhos maldosos. Apenas arrancou alguns cabelos, que ficaram espalhados pela sala.
Lembro de ouvi-la repetir diante do espelho, quase todos os dias:
- Preciso dar um jeito no meu cabelo. Um dia desses, ainda dou um jeito no meu cabelo.
Sempre dizia isso.
A tristeza de ficar sem nossa mãe foi grande. Eu não entendia porque não ela quis que a gente fosse com ela. Foi pior do que se tivesse morrido.
Meu irmão grita mais alto da janela.
Minha irmã corta no meio a formiga perdida na toalha. Agora são dois pedaços, perdidos na toalha. Ela ri das metades tentando se reencontrar.
- A faca está sem fio - reclama - É de tanto cortar beterrabas – e retoma uma de nossas discussões desanimadas.
- São todas cozidas e macias - respondo, mostrando uma parte de meus dentes, cobertos de vermelho. É assim que costumo mostrar meu desagrado.
Ela muda de assunto.
- Alguém precisa tirar a poeira dos olhos abertos de nosso pai.
Finjo que não é comigo.
Meu irmão faz silêncio, agora. O balão negro subiu, com certeza.
Meu irmão descobriu a alegria dos balões. É outra pessoa de uns tempos para cá. Fico feliz por ele.
No banheiro, quando meu cabelo, lembro de nossa mãe. Talvez um dia também mexa no meu cabelo. Mas ainda não chegou a hora. Plantei muitas beterrabas em nosso quintal. A colheita será grande. Melhor do que no ano passado.
Eu cuido da casa, de meu pai – esquecido no quarto - de minha irmã, que nos maltrata. Cuido de tudo.
Quando todos dormem, às vezes parece que escuto as beterrabas crescendo no escuro. Nestas horas, penso mais do que nunca em nossa mãe, na alegria de meu irmão e em deixar a casa.
A cada noite que passa, sinto que está mais perto o dia em que vou pegar nossas coisas, um pouco do que resta do dinheiro da casa, acordar meu irmão e lhe contar aquela história, tantas vezes repetida - da viagem para um lugar cheio de balões.
Sei que ele vai estar com sono. Mas sei que vai segurar minha mão e me acompanhar. Vou mostrar o bilhete encima da mesa, escrito para nossa irmã: agora é sua vez de tomar conta do nosso pai e da casa. Não se preocupe, a gente vai se cuidar e mandar notícias. Gostamos de você, apesar de tudo.
Sinto que este dia está cada vez mais perto. Talvez hoje.



JOÃO BATISTA FERREIRA é gaúcho de Porto Alegre. Psicólogo, contista. Participou de antologias e oficinas de contos coordenadas por Charles Kiefer e Caio Fernando Abreu (antologia Paulistanos Desvairados, inédita). Mestrando em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília. Vive em Brasília.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Feliz aniversário Apple!

Tudo começou quando os engenheiros Steven Wozniak e Steve Jobs, que tinham sido colegas de turma no colegial, vislumbraram a possibilidade de desenvolver e comercializar computadores pessoais. Ambos eram interessados em eletrônica. Após a graduação, continuaram amigos e em contato direto, trabalhando em empresas localizadas no Vale do Silício. Jobs trabalhava na Atari e Wozniack na Hewllet-Pachard. Jobs com sua grande visão futurista insistia que ambos, mais Ron Wayne, deveriam tentar vender computadores pessoais.
A idéia era desenvolver um microcomputador que pudesse ser menor e bem mais acessível que os modelos desenvolvidos pela lendária PARC. Essa idéia e união resultaram no nascimento da Apple Computer Company em 1º de abril de 1976. O capital inicial da empresa, com sede na garagem da casa dos pais de Steve Jobs, era originário da venda de uma Kombi e de uma calculadora HP.
A palavra Apple foi escolhida por três razões:
- o nome iniciava-se com “A”, portanto apareceria listado na frente da maioria dos competidores;
- ninguém esperaria uma associação de sentidos de uma maçã com computadores, sendo uma aposta no inusitado;
- e uma maçã está ligada a uma vida saudável (“an apple a day keeps the doctor away”).
Nasceu Apple Computer Inc. e só a 9 e Janeiro de 2007 mudou a sua designação para Apple Inc.

Feliz aniversário!


Via:
O mundo das marcas.