White House
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Tradução escrita do Discurso de Posse de Barack Obama.

Meus caros concidadãos
Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.
Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais.
Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos.
Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.
Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país - um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.
Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América - eles serão resolvidos.
Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.
Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.
Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito - para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas - alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.
Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.
Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.
Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis - esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América.
Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir - não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.Os passos da posse
Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles - que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas - gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia - porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.
Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle - e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.
Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.
Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.
Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.
Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.
Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade - saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.
Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.
Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento - um momento que definirá uma geração - é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.
Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.
Esse é o preço e a promessa da cidadania.
Essa é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.
Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo - a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.
Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:
"Que seja dito ao mundo futuro... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".
A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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Obama presta juramento duas vezes!
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prestou juramento pela segunda vez na quarta-feira na Casa Branca porque uma palavra estava fora da sequência correta quando ele foi empossado na terça-feira.
O chefe de Justiça John Roberts ministrou o juramento ao presidente em frente a jornalistas, na Sala de Mapas da Casa Branca. A Casa Branca informou em um comunicado que o juramento foi feito pela segunda vez por "excesso de zelo".
"Acreditamos que o juramento ao cargo foi ministrado efetivamente e que o presidente jurou de maneira apropriada ontem", declarou o conselheiro jurídico da Casa Branca, Greg Craig. "Mas o juramento aparece na Constituição e, para sermos mais cuidadosos, porque uma palavra estava fora da seqüência, o presidente da Suprema Corte de Justiça, John Roberts, ministrou o juramento uma segunda vez", explicou.
Barack Obama foi induzido ao erro pelo presidente da Corte Suprema, John Roberts, que se enganou ao declamar o texto previsto pela Constituição dos Estados Unidos. "Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir as funções de presidente dos Estados Unidos fielmente e, na medida do possível, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos".
Porém, Robert cometeu um pequeno deslize ao falar "fielmente" depois de "presidente dos Estados Unidos". Obama parou de falar durante alguns segundos, antes de Roberts repetir o trecho da frase, errando novamente. O novo presidente teve então de acatar o erro cometido duas vezes pelo presidente da Corte Suprema.
Con informações da Reuters e da AFP.
Terraquarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O Discurso de Obama!
Pensando no discurso que seu pai faria nesta terça-feira, Malia - a filha de dez anos de idade de Obama - virou-se para ele e disse: "Primeiro presidente afro-americano. É melhor que seja bom".
Barack Obama sempre foi bom com palavras, e isso foi uma das coisas que o definiram como candidato. Então, as expectativas estavam altas.
Pelo momento histórico pelo qual passam os Estados Unidos, o tom do discurso de terça-feira foi prático e melancólico.
Obama fez uma crítica sóbria aos problemas de seu país: uma economia enfraquecida, o que - segundo ele - é "conseqüência de ganância e irresponsabilidade" e "uma falha coletiva em se fazer escolhas difíceis".
Casas perdidas, negócios fechando, escolas ruins. A imagem que Obama pintou em seu discurso foi a de um país com um espírito quebrado, com falta de propósitos e sofrendo de "uma confiança enfraquecida".
"Empreendedores"
Mas o homem que fez da palavra esperança um mantra de sua campanha à Presidência começou então a traçar um mapa do caminho dos Estados Unidos para fora deste tempo sombrio.
Ele colocou sua fé nos "empreendedores", mostrando um contraste subliminar com os financistas que ajudaram a iniciar a atual crise econômica.
Estes trabalhadores, segundo Obama, seriam o verdadeiro espírito dos Estados Unidos, e carregam o mesmo potencial que sempre tiveram, o de levar prosperidade para o país.
O novo presidente afirmou que essa força de trabalho vai reconstruir a infra-estrutura comercial e industrial do país, mas não citou a menos majestosa logística para isso: um pacote de US$ 825 bilhões que ele quer que o Congresso aprove (e rápido).
Serão os contribuintes americanos que farão com que os Estados Unidos comecem a se mover – pelo menos inicialmente – se Obama conseguir seguir esse caminho.
O centro do discurso, no entanto, foi um apelo por uma "nova era de responsabilidade", em que os americanos abracem as tarefas que têm para com o seu país e o mundo.
Este foi um aviso de que os anos que virão pedirão trabalho duro e sacrifícios. Obama parece acreditar que essas duas coisas ajudarão a renovar o senso de identidade dos Estados Unidos.
Política externa
O novo presidente também usou o discurso para definir seu ponto de vista sobre o resto do mundo, afirmando que os Estados Unidos não podem mais tolerar "a indiferença ao sofrimento fora de suas fronteiras", nem podem continuar a "consumir as reservas do mundo sem considerar os efeitos disso".
Estas foram declarações corajosas, que devem voltar para assombrá-lo quando seu governo começar a lidar com crises humanas internacionais e com o desafio das mudanças climáticas.
Quando falou sobre o poder militar americano, Obama temperou seu discurso com palavras como "prudência", "humildade" e "moderação".
Mas é sempre bom nos lembrarmos de que, antes, George W. Bush havia prometido uma política externa "humilde".
Frases impactantes
Obama fez apenas referências breves a sua raça.
Já no final de seu discurso, ele afirmou que seu pai não seria atendido em um restaurante nos Estados Unidos há menos de 60 anos por ser negro, e que agora o filho deste homem pode ser o presidente do país.
Obama sempre tentou evitar ser definido por sua raça, e ele preferiria que seu tempo na Presidência dos Estados Unidos fosse lembrado por suas realizações e não apenas por quem ele é.
Será que o discurso feito por Obama passaria pelo crivo de sua filha Malia, então?
Deveria. O discurso pareceu ser ideal para o momento atual, refletindo uma nação sob pressão, mas com potencial para se recuperar, e oferecendo inspiração para um povo cansado.
Mas houve alguma frase impactante, como a do discurso de Kennedy ("não pergunte o que o país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país") ou de Franklin Delano Roosevelt ("a única coisa que devemos temer é o próprio medo")?
Bem, talvez ainda seja cedo para dizer.
Mas o discurso de Obama será julgado pelos historiadores de acordo com a proximidade que tiver com seu governo.
Se o discurso realmente refletir o seu tempo no cargo, então talvez nos próximos anos nós estaremos ouvindo clipes de Obama dizendo "o mundo mudou, e nós precisamos mudar com ele" ou "uma nação não pode prosperar quando favorece apenas os prósperos".
E, talvez, estes clipes não sejam reproduzidos apenas porque foram proferidos pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Foto da Multidão que aguarda a Cerimônia de Posse de Obama!
| Ron Edmonds/AP | ||
Multidão aguarda cerimônia de posse de Obama. National Mall, perto do Capitólio. Washington. |
A Imprensa do Mundo e a Posse de Obama!
A posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, que será realizada na tarde desta terça-feira (horário de Brasília), em Washington, dominou as manchetes dos principais jornais do mundo.
Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times reserva a parte superior de sua primeira página à cerimônia de posse do presidente. O jornal destaca que na véspera Obama participou de atividades voluntárias e mostra análises de especialistas.
Na Europa, o tradicional jornal inglês The Guardian, por exemplo, ressalta o discurso que será apresentado na posse do presidente. "Discurso mágico que vai abrir uma nova América", diz a manchete.
Na França, os principais jornais exaltam na primeira página o dia considerado histórico. O Le Figaro, por exemplo, traz uma foto de Obama com sua mulher Michelle e anuncia 20 páginas especiais sobre o assunto.
No Brasil, O Estado de S.Paulo tem um tom menos festivo, ressaltando um dos desafios que o novo presidente americano terá que enfrentar em seus primeiros dias de governo. "Obama assume já sob pressão da economia", diz a manchete.
O Mundo e a Posse de Barack Obama!
A cerimônia de posse do presidente americano Barack Obama começa apenas na tarde desta terça-feira (horário de Brasília), mas simpatizantes de todo o mundo já se preparam para acompanhar o evento que será realizado em Washington.
Nas Filipinas, manifestantes se reuniram em frente à embaixada americana no país, na capital Manilha, com cartazes celebrando Obama e se despendido de George W. Bush, que deixa a presidência após oito anos na Casa Branca.
"Adeus Bush", "A mudança que nós precisamos" e "Fim de guerras e opressão" são algumas das frases expostas pelos filipinos.
Em Jacarta, capital da Indonésia, um artista plástico aproveitou a ocasião para pintar um quadro. Nele, o presidente aparece com uma mochila nas costas e um caderno na mão em direção à Casa Branca.
Em Hong Kong, simpatizantes podem conferir uma estátua de cera de Obama em exposição na Madame Tussauds, museu famoso pela produção de réplicas de personalidades.
Em Nairóbi, no Quênia, país onde uma avó de Obama vive, um telão celebra o dia da posse do americano. "Alguém disse que isso um dia pode acontecer", diz a mensagem, com um foto de Obama ao fundo.
Agenda de Barack Obama para o dia da Posse.
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, jurará hoje seu cargo no Capitólio, em cerimônia com a qual inaugurará seu mandato presidencial.
Estes são os principais atos do programa de hoje: - Hora não concretizada.- O presidente eleito, Barack Obama, o vice-presidente eleito Joe Biden, e suas mulheres Michelle Obama e Jill Biden, vão à Igreja Episcopal de St. John para participar de uma programação religiosa.
- 09h55 locais (12h55 de Brasília).- O presidente George W. Bush e sua mulher, Laura Bush, recebem na Casa Branca o presidente eleito e Michelle.
- 10h05 locais (13h05 de Brasília).- Café da manhã do presidente eleito e do que deixa o cargo com o vice-presidente eleito, Joseph Biden, e membros do Congresso.
- 11h30 locais (14h30 de Brasília).- Começa a Cerimônia de Posse no Capitólio.
- Apresentação Musical do Coro de San Francisco.
/Abertura da cerimônia a cargo da senadora Dianne Feinstein.
- Oração a cargo do reverendo Rick Warren.
- Apresentação musical da cantora Aretha Franklin.
- Juramento do cargo do vice-presidente Joseph Biden.
- Apresentação musical do violinista Itzhak Perlman, do violoncelista Yo-Yo Ma, da pianista Gabriela Montero e do clarinetista Anthony McGill.
- Obama jura o cargo perante o presidente da Corte Suprema, John Roberts, e faz seu discurso de posse.
- Leitura de um poema por Elizabeth Alexander.
- Bênção do reverendo Joseph Lowery.
- Interpretação do Hino Nacional.
- 13h locais (16h de Brasília).- Almoço de Barack e Michelle Obama com os congressistas no Capitólio.
- 13h20 locais (16h20 de Brasília).- O já ex-presidente George W.
Bush vai para a Base Aérea de Andrews para se despedir e voar rumo ao Texas.
- 14h30 (17h30 de Brasília).- Desfile inaugural entre o Capitólio e a Casa Branca.
- 19h (22h de Brasília).- Começam os bailes de gala inaugurais em Washington. O presidente Barack Obama e Michelle visitarão uma dezena destes bailes.
EFE
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Milhares no Capitólio para ver a posse de Obama!
Milhares de pessoas seguiam na manhã desta terça-feira para o Capitólio, em Washington, em um ambiente festivo, para assistir a cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.Desde o amanhecer o centro da capital se mostrou em plena efervescência. Os cafés e supermercados estavam abertos, repletos de americanos e turistas estrangeiros se preparando para enfrentar o frio nas ruas.
Apesar da cerimônia começar apenas às 14h, pelo horário de Brasília, milhares de pessoas começaram a caminhar ainda de madrugada para o Capitólio, com o objetivo de conseguir bons lugares. A multidão estará sob os olhares vigilantes de policiais e soldados, presentes em praticamente todas as esquinas.
Um grupo de jovens previu tudo: cartolinas para sentar e evitar o chão gelado, um aquecedor portátil, ovos e bacon para o café.
"Precisamos disso, sabemos que vamos esperar várias horas no frio", disse Reinoit Vantuyll, um suíço de 26 anos que está em Washington a trabalho.
Perto da avenida Pennsylvania, onde acontecerá o desfile da posse, uma família do Estado de Maryland bebe café e se arma de paciência ante a perspectiva de esperar várias horas no frio.
"Levantamos às três da manhã, mas vale a pena", disse Mary Lloyd, ao lado da mãe e das três filhas. "É emocionante. A história está acontecendo e estamos aqui para festejar".