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O Obâmetro, compilou mais de 500 promessas de campanha de Obama e está catalogando-as sob “cumpridas”, “em andamento”, “solução de compromisso”, “nenhuma ação”, “paralisadas” e “quebradas”.
Até agora, 5 cumpridas, 14 em andamento, nenhuma quebrada em definitivo.
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Entre as medidas que o novo presidente dos Estados Unidos anunciou como emblemáticas do que chamou de ''nova era'' em Washington estão uma maior abertura ao comunicar as decisões do governo e a imposição de limites às atividades de lobistas.
Segundo Obama, as medidas "marcam o começo de uma nova era de transparência" os Estados Unidos. "Espero que façam algo para tornar este governo mais confiável para o povo americano nos dias, semanas, meses e anos que virão", disse.
O novo presidente americano anunciou também o congelamento dos salários de representantes do alto escalão de sua administração.
A imprensa americana disse que a decisão deverá ter impacto aqueles que ganham mais de US$ 100 mil anuais, como o chefe de gabinete, o assessor de Segurança Nacional e o porta-voz.
De acordo com o presidente, o congelamento é necessário, uma vez que a crise econômica está fazendo com que famílias americanas ''apertem os cintos''.
E ele acrescentou que o momento exige que os servidores públicos mostrem seu comprometimento com as boas práticas administrativas.
Sem segredos
De acordo com o presidente, ''por muito tempo houve segredos demais nessa cidade (Washington)''.
Para ele, só porque o governo dos Estados Unidos tem a prerrogativa legal de impedir que determinadas informações sejam divulgadas, isso não significa que seja sempre necessário fazer uso disso.
Obama afirmou que os limites estabelecidos por ele às atividades de lobistas em sua gestão serão os mais rígidos já adotados por um presidente dos Estados Unidos.
Funcionários do governo Obama estão proibidos, por exemplo, de aceitar presentes e doações oferecidos por lobistas.
O presidente disse também que representantes do governo federal terão de se comprometer por escrito com os novos procedimentos éticos estabelecidos por ele.
Um presidente moderno!
Obama e a mulher, Michelle, no show realizado ontem no Lincoln Memorial, em Washington. Ele esta ganhando cada vez mais popularidade.Com público estimado em 750 mil pessoas, que aglutinadas disfarçavam o frio perto de 0ºC na tarde de ontem em Washington, um show com nomes de primeiro time celebrou Barack Obama e ratificou mais uma vez a euforia popular com a qual ele assume amanhã a Casa Branca.
Duas pesquisas divulgadas pela manhã colocaram números nessa imagem. Na New York Times/CBS News, 79% dos americanos estão otimistas para seu governo --taxa ao menos nove pontos percentuais superior às dos últimos seis presidentes. Na aferição Washington Post/ABC News, o mesmo percentual tem imagem "favorável" a ele.
Para as perguntas sobre como usará a notória expectativa popular em seu favor, uma resposta ressonante foi dada no fim de semana. Obama lançou o projeto "Organizando-se pela América", em que convoca grupos comunitários que se engajaram em sua campanha para se filiarem a uma nova rede na internet, por meio da qual poderão, diz Obama, "continuar organizando e trazendo mais gente para o processo político".
Na prática, ele tenta reforçar a base de apoio para projetos do governo em ações de voluntariado e arrecadação de dinheiro, mas também de pressão política sobre legisladores e Estados. Assim, quer importar para a Casa Branca o conceito de revolução "de baixo para cima", que o impulsionou na eleição.
A boa notícia para o próximo presidente é que o público que espera tanto de seu governo também está disposto a ter paciência. Na pesquisa do "Times", uma minoria prevê mudança efetiva em áreas prioritárias no primeiro ano de governo (na economia, 17%, e em saúde pública, apenas 9%). A consulta ouviu 1.112 adultos entre 12 e 15 de janeiro (a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos). O número de "otimistas" (79%) é o maior desde a pesquisa começou, no governo de Jimmy Carter (1977, 70%).
Desde então, George W. Bush entrou na Casa Branca com a menor taxa de esperança (64%) e saiu dela com o pior índice de aprovação presidencial de todos os tempos: 22%.
Chão de estrelas
Apesar de a posse de amanhã ser a mais cara da história (mais de US$ 150 milhões), Obama anunciou o corte da verba para fogos de artifício para o Concerto de Posse, de ontem, para economizar --e assim mostrar sintonia com os americanos diante da crise econômica.
As relações de proximidade e distância com o povo oscilam. Ontem, no show no Memorial Lincoln --que teve estrelas como Bono, Beyoncé e Garth Brooks--, a família presidencial ficava no palco protegida por um aquário blindado. Por outro lado, os simpatizantes de Obama compartilharão um dos momentos mais exclusivos da posse: os bailes de gala.
O site MyBarackObama, rede social criada para sua campanha por um fundador do Facebook, convocou os mais de 1 milhão de militantes cadastrados a organizar seus próprios bailes com a comunidade e partilhar juntos da posse, como se fosse Natal ou Ação de Graças.
"Obama é agora como se fosse da minha família. Essa posse também é minha", disse à Folha Elisabeth Patrick, vinda de Indiana para a posse.
O Memorial Lincoln foi onde Martin Luther King fez, em 1968, o discurso histórico "Eu tenho um sonho". Obama --que celebra hoje o feriado pelo líder negro-- disse para a multidão: "Vocês vieram por acreditar no que esse país pode ser e vão nos ajudar a chegar lá".



